O fantasma de Zidane 20 anos depois: Espanha e França reeditam duelo histórico por vaga na final.
Duas décadas após o baile de Zinedine Zidane na Alemanha, potências europeias voltam a se cruzar no maior palco do mundo; Newsroom HDN projeta o jogaço em Dallas.
Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, repórteres esportivos internacionais, direto da Newsroom HDN Norte Americana, em New Jersey, EUA.
Data de Publicação: sexta-feira, 10 de julho de 2026 às 23:30.
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| França e Espanha reeditam o confronto das oitavas de final da Copa do Mundo FIFA 2006. |
O futebol tem uma memória formidável e um senso de humor bastante peculiar. Exatos 20 anos depois de um dos episódios mais emblemáticos da história recente dos Mundiais, Espanha e França estão oficialmente com as malas prontas para um reencontro que promete parar o planeta. Nós, Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, trazemos os detalhes direto da nossa base de cobertura aqui na Newsroom HDN, em Nova Jersey — já de olho no MetLife Stadium, o palco da grande final do dia 19 de julho.
Mas antes de qualquer um sonhar com Nova Jersey, o destino é o Texas. Na próxima terça-feira (14), às 16h (de Brasília), o AT&T Stadium, em Dallas, será o cenário de um embate que carrega uma bagagem pesadíssima de nostalgia, técnica e, claro, um desejo espanhol de vingança guardado há duas décadas.
2006: O dia em que aposentaram o homem antes da hora
Para entender o tamanho desse jogo, precisamos voltar no tempo. Junho de 2006, oitavas de final da Copa da Alemanha. A imprensa espanhola, empolgada com uma jovem e talentosa geração, decretava em alto e bom som que aquela partida seria a "aposentadoria" de Zinedine Zidane, que já havia anunciado que deixaria os gramados após o torneio.
O jovem David Villa até abriu o placar de pênalti para a Fúria, dando a impressão de que o roteiro estava escrito. Doce ilusão. O que se viu a partir dali foi um monólogo de um dos maiores camisas 10 da história. Franck Ribéry empatou, Patrick Vieira virou no segundo tempo e, nos acréscimos, o próprio Zidane limpou a marcação com uma classe irritante para fechar o caixão: 3 a 1. A Espanha foi para casa chorando, e a França seguiu até a final.
Vinte anos depois, os sobreviventes daquela época hoje comandam os bastidores, mas o peso da camisa continua o mesmo.
O caminho até Dallas: Drama espanhol e soberania francesa
Para chegar a esta semifinal histórica, as duas seleções precisaram suar a camisa nestas quartas de final em solo americano — cada uma à sua maneira.
A Espanha carimbou a vaga após um duelo eletrizante contra a Bélgica no SoFi Stadium. Fabián Ruiz abriu o placar, mas a Fúria viu sua até então intransponível defesa ser vazada pela cabeçada de De Ketelaere. O drama só terminou nos minutos finais, quando Mikel Merino aproveitou uma pixotada do goleiro reserva belga para decretar o 2 a 1.
Já a França chega com a marra lá no alto. Despachou Marrocos por 2 a 0 em Boston com a naturalidade de quem joga uma partida amistosa. Teve até o luxo de ver Kylian Mbappé errar um pênalti no primeiro tempo e, ainda assim, decidir o jogo na segunda etapa com um gol e uma assistência genial de calcanhar para Dembélé.
Quem vai para a grande final?
Se em 2006 a Espanha pecava pela imaturidade e a França sobrava em experiência, o cenário de 2026 mostra um equilíbrio assustador. De um lado, a juventude elétrica de Lamine Yamal e a organização tática de Luis de la Fuente; do outro, a força física e o poder de decisão avassalador do elenco de Didier Deschamps.
O MetLife Stadium, aqui bem pertinho de nós em Nova Jersey, aguarda o vencedor. Quem passará pelo teste de fogo em Dallas? A história será reescrita ou os Bleus manterão a freguesia de duas décadas? Façam suas apostas, porque a Newsroom HDN não vai perder um único lance.
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