A FIFA deu o perdão, mas os Diabos Vermelhos não: com show de De Ketelaere, belgas atropelam os donos da casa por 4 a 1 e despacham os anfitriões
Dois dias após o chocolate no Lumen Field, analisamos como a canetada que liberou Balogun virou piada diante do baile tático que colocou a Bélgica na rota da Espanha.
Milena Gonçalves, Juliana Russo e Vinícius de Freitas, repórteres especiais e editores do HDN Esportes, direto de Seattle, EUA.
Data de Publicação: 08 de julho de 2026 às 10:30.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Estados Unidos 1 x 4 Bélgica.
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| Bélgica mostra o seu favoritismo e elimina os Estados Unidos, com autoridade, por 4 a 1. |
SEATTLE — Passadas 48 horas do atropelo, a chuva típica de Seattle finalmente lavou a alma do torcedor belga e as lágrimas dos norte-americanos. Eu, Milena Gonçalves, ao lado da minha parceira de todas as horas Juliana Russo, diretamente do Lumen Field, paramos nesta quarta-feira, 8 de julho de 2026, com a cabeça fria e o estômago cheio de café, para relatar como o "sonho americano" virou um pesadelo tático de proporções continentais.
Com a edição final e cirúrgica do nosso chefe de redação, Vinícius de Freitas, o Portal Hora da Notícia detalha o jogo que provou uma máxima do futebol: a burocracia pode até liberar jogador, mas não ensina zagueiro a marcar. Os Estados Unidos estão eliminados da "sua" Copa, repetindo o melancólico roteiro de 1994.
A "Malandragem da FIFA" e o gol relâmpago
A grande comédia — ou polêmica, para os mais formais — começou antes mesmo de a bola rolar. Folarin Balogun, que tinha sido expulso contra a Bósnia nos 16-avos e deveria estar assistindo ao jogo comendo pipoca na arquibancada, foi "anistiado" pela FIFA numa decisão que surpreendeu um total de zero pessoas. O Tio Sam queria sua estrela em campo, e a entidade máxima do futebol deu aquele empurrãozinho.
Só esqueceram de avisar os belgas. Com um minuto de jogo, Castagne soltou uma bomba e o goleiro americano Matt Freese teve que operar seu primeiro milagre. Aos nove, a justiça poética entrou em campo: Nicolas Raskin cruzou rasteiro e Charles De Ketelaere empurrou para o fundo da rede. Bélgica 1 a 0, silenciando o estádio.
Os EUA até tentaram fingir que estavam vivos. Aos 14 minutos, numa falta que parecia despretensiosa, Malik Tillman chutou, a bola desviou na barreira e enganou o gigante Thibaut Courtois. Empate americano e explosão nas arquibancadas. Durou pouco. Três minutos depois, Trossard fez o que quis pela esquerda e cruzou na cabeça do iluminado De Ketelaere, que subiu no terceiro andar para fazer o 2 a 1. Na reta final da primeira etapa, Balogun — aquele que nem deveria estar ali — teve a chance do empate na pequena área e mandou a bola direto para a lua.
Entregou a paçoca e o banco resolveu
No segundo tempo, o técnico Mauricio Pochettino resolveu ir para o tudo ou nada, colocou Gio Reyna e mandou o time atacar. O problema é que a defesa norte-americana sofria de uma pane tática severa.
Aos 25 minutos, o goleiro Matt Freese resolveu imitar um goleiro de linha, saiu da área de forma bizarra para cortar um lançamento e deu a bola de presente para De Ketelaere. O garoto do jogo, com toda a calma do mundo, só rolou para o meia Hans Vanaken chutar de longe e fazer um lindo gol de cobertura. 3 a 1 e o desespero tomou conta de Seattle.
Os EUA até rondaram a área de Courtois. Sebastian Berhalter arriscou de longe para fora, e Balogun saiu na velocidade cara a cara com o goleiro belga, mas parou na muralha do Real Madrid, que defendeu sem dar rebote. Nos minutos finais, com o time americano entregue e a torcida já indo embora para fugir do trânsito, o grandalhão Romelu Lukaku saiu do banco de reservas para fechar o caixão: recebeu na área e fuzilou, transformando a vitória em uma goleada categórica de 4 a 1.
O SoFi Stadium nos espera
Hoje, nesta quarta-feira de ressaca para os americanos, a Bélgica já faz as malas para Los Angeles. O próximo desafio dos Diabos Vermelhos será na sexta-feira (10), às 16h, no SoFi Stadium, contra a poderosa Espanha de Lamine Yamal — que mandou Cristiano Ronaldo de volta para Portugal.
Para os Estados Unidos, resta o consolo de que o churrasco do 4 de Julho já passou e agora eles podem focar no beisebol. A canetada da FIFA não foi suficiente para parar a engrenagem belga.
Direto de Seattle, com a edição final de Vinícius de Freitas, Milena Gonçalves e Juliana Russo devolvem o comando para a redação central!

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