O Caos Mais Lindo da História das Copas: Inglaterra Aplaca Fantasma de 60 Anos em Jogo de Várzea Chique contra a França
Um inacreditável 6 a 4 com "hat-trick" de Saka, apagão tático, ressurgimento francês e o terceiro lugar mais delirante que o Hard Rock Stadium de Miami — e o futebol mundial — já testemunharam.
Repórteres: Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, direto da Base Panorâmica, em New Jersey.
Editor-chefe: Carlos André Mamedes da Silva, direto da Matriz do HDN, direto do Rio de Janeiro
Data de Publicação: 19 de julho de 2026 às 13:40.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Disputa de Terceiro Lugar: França 4 x 6 Inglaterra.
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| França impede vexame histórico, mas não para a Inglaterra, que fica com o bronze na Copa do Mundo FIFA 2026 |
Direto da Base Panorâmica em Nova Jersey — Olha, se você comprou ingresso para a disputa do terceiro lugar desta Copa do Mundo esperando aquela tradicional partida modorrenta, com cara de amistoso de luxo e ritmo de férias antecipadas, eu sinto muito. Ou melhor, parabéns. O que o Hard Rock Stadium, em Miami, presenciou neste sábado (18) não foi um jogo de futebol; foi um roteiro de cinema escrito por um diretor maníaco. Dez gols. Eu repito: DEZ GOLS.
Por aqui, na nossa cabine em Nova Jersey, a sensação era de que precisávamos de quatro telas para acompanhar a velocidade do jogo. No final das contas, o English Team venceu a França por 6 a 4, garantiu a medalha de bronze e, de quebra, alcançou sua melhor posição final em um Mundial desde o lendário e pré-histórico título de 1966. Foram 60 anos de espera para, finalmente, a Inglaterra dar um show... do jeito mais caótico possível.
O Primeiro Tempo: Uma Inglaterra que Parecia o Brasil de 70 (e uma França que Parecia o Íbis)
A partida começou e, com apenas dois minutos, os franceses pareciam ainda estar testando o sinal do Wi-Fi do estádio. O jovem Doué resolveu dar um presente de Natal atrasado na saída de bola. Declan Rice agradeceu, arrancou pela esquerda, cortou para o meio e guardou: 1 a 0.
A partir daí, o que se viu foi um atropelo digno de trator. Os "Três Leões" morderam a França em cada centímetro do campo. Aos 18 minutos, Rice cobrou escanteio na segunda trave e Ezri Konsa subiu com a liberdade de quem está sozinho no quintal de casa para cabecear firme: 2 a 0.
Depois da parada para hidratação — que a França aparentemente usou para tomar calmante —, o massacre continuou. Aos 36, em um contra-ataque rápido, Saka aproveitou o terceiro rebote (porque a zaga francesa estava assistindo ao lance de camarote) e fez o terceiro. Não deu nem tempo de comemorar e, após mais um erro de passe bizarro do meio-campo francês, Eze achou Saka, que avançou e bateu cruzado: 4 a 0 no primeiro tempo.
A ironia do intervalo: No nosso grupo de análise, já estávamos redigindo o obituário tático de Didier Deschamps. Parecia que a França tinha esquecido como se joga bola na viagem de avião para Miami.
O Segundo Tempo: O "Efeito Mbappé" e o Infarto Coletivo em Londres
Se você achou que o jogo estava resolvido, você claramente não conhece a capacidade da Inglaterra de complicar as coisas e o brio dessa geração francesa. Deschamps mexeu no time, colocou Upamecano e Barcola, e o jogo virou uma montanha-russa sem freio.
Logo aos 4 minutos, Upamecano desarmou Watkins, Olisé achou Mbappé e o camisa 10 estufou as redes. Quatro minutos depois, o iluminado Barcola recebeu de Mbappé, trouxe para o meio e soltou a bomba: 4 a 2. A torcida inglesa em Miami, que já cantava "It's coming home", começou a procurar os desfibriladores.
Aos 21, o ápice do drama: Dembélé achou Mbappé, que fez uma tabela espetacular com Olisé e guardou um golaço de pé esquerdo. 4 a 3. Sim, o fantasma do maior vexame da história rondava os comandados de Thomas Tuchel. A França massacrava e Olisé quase empatou aos 35, chutando para fora uma bola que até eu faria da cabine de imprensa.
O Gran Finale: Saka Alivia e Bellingham Fecha a Conta
Quando o colapso inglês parecia inevitável, o futebol resolveu premiar a audácia. Aos 40 minutos, Spence foi derrubado por Gusto na área. Pênalti claro. Bukayo Saka, com a frieza de um cirurgião cardíaco, bateu com categoria para assinar seu hat-trick e colocar o 5 a 3 no placar. Respiro? Que nada.
Nos acréscimos, aos 50 minutos, Dembélé resolveu colocar mais pimenta no jogo, marcando o quarto gol francês em um contra-ataque letal. 5 a 4. Mas, para selar essa insanidade de jogo, Jude Bellingham — que adora um holofote — apareceu nos segundos finais para empurrar para as redes e fechar a conta no inacreditável placar de 6 a 4.
O Saldo da Insanidade
Para a Inglaterra, fica o orgulho de um terceiro lugar histórico e a consagração de Saka. Para a França, resta lamentar sua pior campanha em Copas desde o título de 2018 na Rússia, terminando em um melancólico quarto lugar — embora tenham saído de campo aplaudidos pelo poder de reação.
O Hard Rock Stadium presenciou história. E nós, que quase perdemos a voz na Base Panorâmica, só podemos agradecer por termos sobrevivido para contar.

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