O Dono da História: Messi Iguala Cafu e Transforma a Copa do Mundo em Seu Quintal
Sob o comando de Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, direto das entranhas de Atlanta, destrinchamos o recorde do camisa 10 argentino, que agora divide o topo do mundo com o lendário capitão do penta.
Paulo Henrique Gomes e Henry Freitas, repórteres esportivos do HDN Esportes, direto do Centro de Imprensa de Atlanta.
Data de Publicação: 15 de julho de 2026 às 21:45.
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| Messi durante confronto entre Canadá e Argentina |
Olha, se você ainda gasta o seu tempo precioso na internet tentando discutir se Lionel Messi pertence ou não ao Olimpo do futebol, nós, Paulo Henrique e Henry, imploramos: pare. Pare porque já está ficando feio. O que o camisa 10 da Argentina fez nesta quarta-feira no gramado de Atlanta não foi apenas liderar uma virada épica contra os inventores do futebol. Foi uma anexação de território. Ao carimbar o passaporte para o MetLife Stadium, Messi decidiu que a história das Copas do Mundo precisava de um novo coautor. E, para o desespero dos nossos corações verde-e-amarelos, ele foi buscar o recorde na prateleira de ninguém menos que Marcos Evangelista de Morais. Sim, o Cafu.
Com o apito final da vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, Messi atingiu a estratosférica marca de três finais de Copa do Mundo disputadas. Até hoje, o capitão do penta era o único ser humano a ostentar esse distintivo no peito. Agora, o menino de Rosário senta-se à mesma mesa do eterno camisa 2 do Brasil. A diferença? Bem, a ironia do destino é que Messi precisou de doze anos e muita resiliência para alcançar o topo que Cafu conquistou em três edições consecutivas de puro suco de futebol brasileiro.
Para entender o tamanho da façanha que testemunhamos aqui na Geórgia, é preciso recapitular a jornada do argentino, que parece escrita por um roteirista de drama hollywoodiano:
- A Queda no Rio (2014): A primeira final de Messi foi um trauma nacional argentino. Em um Maracanã entupido, ele carregou um time limitado até a decisão contra a Alemanha. O final todos lembram: Mario Götze saiu do banco na prorrogação para decretar o 1 a 0 e deixar Messi olhando fixamente para a taça que não podia tocar.
- O Olimpo de Lusail (2022): Oito anos depois, no Catar, veio a consagração. Naquela que muitos consideram a maior final de todos os tempos, Messi marcou dois gols no empate por 3 a 3 contra a França e converteu seu pênalti para, finalmente, tirar a Argentina de uma fila de 36 anos.
- A Consagração do MetLife (2026): E agora, quando todos achavam que ele estaria apenas desfrutando dos dólares da MLS em Miami, o "ET" resolve colocar a Argentina nas costas mais uma vez. Aos 40 minutos do segundo tempo, achou a assistência para Enzo; aos 43, cruzou na cabeça de Lautaro. Uma vaga na final conquistada com o selo Messi de genialidade.
O Paralelo com o Capitão: Duas Lendas, Caminhos Distintos
Na zona mista do estádio, os jornalistas locais tentavam entender o tamanho do feito comparando Messi a Cafu. E a comparação, embora estatisticamente perfeita, mostra como o futebol é fascinante em suas diferentes formas de genialidade.
Cafu construiu sua lenda na base da regularidade, do fôlego interminável e de uma fome de vitória que o levou às finais de 1994, 1998 e 2002. Em 94, nos Estados Unidos (olha a coincidência geográfica), ele era o reserva de luxo que entrou na fogueira para substituir o lesionado Jorginho e acabou saindo tetracampeão nos pênaltis contra a Itália. Em 98, sentiu o gosto amargo do vice contra os franceses. E, em 2002, subiu no palanque em Yokohama para erguer o penta e imortalizar o "Regina, eu te amo".
Messi, por sua vez, atinge o mesmo recorde não subindo e descendo o corredor direito, mas desfilando no último terço do campo. Enquanto Cafu representava a força e a constância do futebol coletivo do Brasil, Messi representa o ápice do individualismo genial que faz uma seleção inteira jogar por ele.
Próxima Parada: O Desempate Histórico
Com a vaga assegurada, a Argentina agora viaja para Nova Jersey com um objetivo duplo. Além de buscar o tetracampeonato mundial contra a Espanha no próximo domingo (19), a decisão será o tira-teima pessoal de Lionel Messi. Se vencer, ele não apenas iguala Cafu em finais disputadas, mas também se junta ao brasileiro no seleto grupo de bicampeões mundiais em campo.
Nós já estamos despachando os equipamentos aqui em Atlanta e correndo para o aeroporto. Domingo, no MetLife Stadium, o futebol pode coroar o maior de todos os tempos de forma definitiva — ou ver a Espanha estragar a festa histórica. De qualquer forma, nós estaremos lá. Afinal, a história está sendo escrita na nossa frente, e nós não vamos perder um segundo sequer.
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