Hey, Jude! Bellingham bota os "vikings da Premier League" no bolso e carrega a Inglaterra para a semifinal.
Com direito a gol anulado pelo VAR, pênalti desmarcado e show do camisa 10, o "English Team" sobrevive ao calor de Miami e despacha a Noruega na prorrogação.
Daniel Vicente Oliveira e Milena Gonçalves, diretores de pauta do HDN Esportes, direto do Hard Rock Stadium, em Miami.
Data de Publicação: 11 de julho de 2026 às 21:50.
Coluna HDN Esportes >>> Conexão North American 2026 >>> Noruega 1 x 2 Inglaterra
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| Histórico, Jude Bellingham faz história na Copa do Mundo FIFA 2026. |
Pois é, meus amigos... O tal do "cavalo de Troia" nórdico até que tentou assaltar os cofres da Coroa Britânica aqui no Hard Rock Stadium, mas esqueceu de combinar com o dono do castelo. Nós, Daniel Vicente Oliveira e Milena Gonçalves, testemunhamos um daqueles jogos que testam a nossa capacidade de não enfartar na tribuna de imprensa. Após um empate tenso por 1 a 1 no tempo normal, Jude Bellingham resolveu assumir o papel de monarca absoluto e, na prorrogação, decretou o 2 a 1 que carimbou o passaporte da Inglaterra para a semifinal da Copa do Mundo de 2026.
Thomas Tuchel pode respirar aliviado. A Inglaterra continua com aquela posse de bola irritante e estéril em boa parte do jogo, mas quando você tem um camisa 10 iluminado, a tática às vezes é só dar a bola nele e rezar. Deu certo.
O susto viking e o empate na marra
O primeiro tempo começou parecendo um treino de luxo. A Inglaterra tocava a bola para o lado (chegou a ter 70% de posse), e a Noruega marcava lá em cima, com aquela disciplina de quem cumpre ordens na Premier League. Até a pausa para hidratação — extremamente necessária neste inferno que é o verão de Miami —, a única coisa que vimos foi O'Reilly furar um cruzamento aos 22 minutos.
Mas futebol é bola na rede, e quem não faz... toma da forma mais bonita possível. Aos 34 minutos, Haaland deu o primeiro aviso de cabeça. No lance seguinte, Berg tomou a carteira de Harry Kane na intermediária (uma heresia para o capitão), Schjelderup recebeu pela esquerda e mandou um chute cruzado, no ângulo. Um golaço para abrir o placar e fazer a colônia norueguesa enlouquecer. Sorloth quase ampliou logo depois, mas foi travado.
Aí entrou em cena o cara do jogo. Quando a torcida inglesa já começava a vaiar, Antony Gordon limpou a marcação aos 46 minutos e achou Bellingham na entrada da área. Jude, com a frieza de quem sabe que é o centro das atenções, infiltrou-se entre os zagueiros e bateu de canhota. Tudo igual. Harry Kane ainda marcou o da virada nos acréscimos, mas o bandeira estragou a festa apontando o óbvio impedimento do camisa 9.
O show do VAR e o drama da trave
Se o primeiro tempo foi lá e cá, a segunda etapa virou um thriller psicológico, com o VAR assumindo o papel de protagonista. Logo de cara, Heggem cabeceou para as redes após um escanteio. Festa norueguesa? Não. O árbitro de vídeo chamou, viu que Haaland tinha usado o braço para abrir espaço na base do "bullying físico" e o gol foi anulado.
A Noruega continuou perigosa na bola parada. Aos 30 minutos, Pickford saiu caçando borboleta no cruzamento, Aursnes bateu com desvio em Ajer e a bola explodiu na trave. No rebote, Haaland, livre, mandou por cima do travessão. Sim, o robô também falha sob o sol da Flórida. Saka ainda tentou responder com dois cruzamentos venenosos para a Inglaterra, mas ninguém apareceu para empurrar. Prorrogação à vista.
Iluminado, polêmico e semifinalista
A prorrogação começou com o goleiro Nyland operando um milagre milenar em cabeçada de Harry Kane logo aos dois minutos. Só que o goleirinho norueguês não contava que, no escanteio seguinte, a bola se ofereceria justamente para ele. Jude Bellingham, o predestinado, apareceu na hora certa para conferir e mandar para o fundo da rede. Virada inglesa em Miami!
Ainda teve tempo para o teste cardíaco definitivo. Aos 10 minutos da primeira etapa do tempo extra, o árbitro marcou pênalti para a Noruega após Oscar Bobb desabar na área. O estádio virou um caldeirão de xingamentos britânicos. Mas, para a nossa alegria (e justiça do futebol), o VAR chamou novamente, mostrou que o garoto norueguês deu um belo mergulho digno de Olimpíadas e o juiz mandou o jogo seguir.
No segundo tempo da prorrogação, a Noruega foi para o chuveirinho desesperado, mas os comandados de Tuchel souberam catimbar, prender a bola e garantir a vaga.
O que vem por aí?
Os "vikings da Premier League" caem de pé, fazendo história, mas agora voltam para os seus clubes na Inglaterra para ouvir piadinhas dos companheiros de elenco pelo resto do ano.
A Inglaterra, por sua vez, senta no trono e aguarda o vencedor de Argentina e Suíça para saber quem será o próximo obstáculo no caminho rumo à glória eterna. Nós continuamos aqui, direto do Hard Rock Stadium, secando o suor e preparando as malas para a próxima batalha. It's coming home? Veremos!
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