Da fúria do rap ao hino pop-punk: MGK desembarca na Cidade do Rock com a "Lost Americana Tour"
Prestes a subir ao Palco Mundo neste sábado (5), cantor traz repertório que sintetiza suas transições sonoras; conversamos com os fãs que já ocupam a grade do festival.
Henry Freitas | Repórter Cultural | Direto da Cidade do Rock | Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
Publicação: 05 de setembro de 2026 às 18:15
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| Machine Gun Kelly se apresenta no Lollapalooza 2022 — Divulgação/ MGK |
A Barra da Tijuca vive um verdadeiro espetáculo de contrastes no início da noite deste sábado (5). O calor abafado e sufocante que marca as primeiras horas do segundo dia do festival dá lugar a uma chuva rápida e torrencial no fim da tarde, lavando a alma do público e amenizando as altas temperaturas antes da sequência principal do Palco Mundo.
Com capas de chuva coloridas misturadas a jaquetas de couro e delineados pretos, os fãs não arredam o pé da grade. O ambiente que antecede a apresentação das 19h — horário em que MGK assume o microfone — é de pura eletricidade no ar, embalado pelo cheiro de terra molhada e pelos cânticos que já ecoam pela arena.
Em sua terceira passagem pelo Brasil — após marcar presença no Lollapalooza 2022 e no GP Week 2023 —, Machine Gun Kelly, que agora adota oficialmente a alcunha MGK, estreia no maior festival do país apresentando a Lost Americana Tour. O artista se consolida como uma das pontas de lança da estética camaleônica dos anos 2020: transita entre o hip-hop cru de início de carreira, o pop-punk nostálgico dos discos em parceria com Travis Barker e a pegada mais alternativa das faixas mais recentes. A projeção do setlist para o show reflete essa travessia e movimenta conversas inflamadas no público neste momento.
Mosaico de eras: O que diz quem está na grade
A promessa de um show dinâmico agrada quem acompanha o cantor há anos, embora a ausência de algumas faixas históricas divida opiniões.
- Recepção dos sucessos absolutos: Faixas como My Ex's Best Friend, Forget Me Too e I Think I'm OKAY aparecem no repertório como momentos garantidos de apogeu. "Ver Forget Me Too ao vivo no Palco Mundo, logo depois dessa chuva pra lavar tudo, vai ser insano. A gente canta rasgando a garganta. Essa fase pop-punk dele define a adolescência de muita gente que está aqui hoje", comemora a estudante Juliana Prado, de 22 anos, que viaja de Curitiba apenas para a apresentação.
- Acolhimento da nova fase: Músicas do recente trabalho, como FIX UR FACE, Cliché e a própria Starman, deixam claro o rumo estético que a Lost Americana Tour propõe. "O setlist está muito bem amarrado. Ele abre espaço para o álbum novo sem esquecer o impacto do Tickets To My Downfall. A abertura com Title Track já dita o tom rápido que a gente espera", opina o designer carioca Lucas Mendes, de 26 anos.
- O debate das ausências: O público mais antigo, contudo, sente falta de maior representatividade da fase pura de rap do cantor. "Sentimos falta de faixas do Hotel Diablo, como Floor 13. O setlist pende bastante para o pop-punk comercial, mas a inclusão de DAYWALKER e Wild Boy compensa a fúria que o festival pede", pondera o fotógrafo Mateus Barbosa, de 29 anos.
- Expectativa de participações: A inclusão de maybe no repertório coloca a plateia em alerta, já que o Bring Me The Horizon também se apresenta no Palco Mundo neste mesmo dia, alimentando fortes rumores de uma dobradinha nos palcos.
Estrutura do Show
Abaixo, a projeção do alinhamento musical esperado para a apresentação na Cidade do Rock:
| Blocos Sonoros | Faixas Esperadas |
| Abertura e Transição | title track, maybe, FIX UR FACE, concert for aliens |
| Contemplativo e Eixo Rap | JJK, starman, drunk face, I Think I'm OKAY, Wild Boy |
| Auge Pop-Punk & Caos | DAYWALKER, forget me too, emo girl, 5150 |
| Reta Final e Encerramento | my ex's best friend, cliché, vampire diaries |
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