Gamers, mosh pits e sotaque brasileiro: Bring Me The Horizon transforma o Palco Mundo em um videogame humano grandioso
Na sexta passagem do grupo pelo país, Oliver Sykes erra o nome da cidade, resgata faixas do renegado "Count Your Blessings", desce para os braços da galera e consolida a performance mais imersiva e insana do Rock in Rio 2026.
| Bring Me The Horizon se apresentaram neste sábado (05) no Palco Mundo - Divulgação/ Portal Hora da Notícia. |
- A gafe de Oli e o carinho pelo país: Sorrindo e ainda recompondo o fôlego, o guitarrista Lee Malia brincou sobre a confusão de Sykes, que tem casa no interior paulista. "O Oli passa tanto tempo em Taubaté com a família que o cérebro dele simplesmente entra no piloto automático quando ouve português. Ele percebeu o erro no mesmo segundo e ficou morrendo de vergonha, mas o público do Rio absorveu com um humor incrível. Tocar aqui no Rock in Rio sempre foi um objetivo de vida para nós, e ver essa multidão pulando em sinergia foi algo que nunca vamos esquecer", declarou o músico.
- O resgate de Pray For Plagues: O baterista Matt Nicholls comentou sobre a decisão de incluir faixas do álbum de estreia no setlist do festival. "Durante anos, nos sentimos distantes daquele som do início. Era pesado demais, imaturo de certa forma. Mas quando lançamos o Repented este ano, percebemos que aquela fúria ainda nos pertence. Trazer Pray For Plagues para um Palco Mundo lotado no Brasil foi a prova definitiva de que fizemos as pazes com o nosso passado", explicou o baterista.
- Revolução dos mosh pits: "Na hora em que o Oli pediu 'não me decepcione Brasil', a pista virou o caos mais bonito que já vi no Rock in Rio. Não importou se ele disse São Paulo ou Rio, ele tem passe livre. O BMTH entregou um show que parecia um festival próprio", comemorou o universitário carioca Gabriel Fontes, de 23 anos.
- Surpresa com o clássico: Para a ilustradora paulista Beatriz Alencar, de 27 anos, que viajou ao Rio para a apresentação, o destaque foi o resgate histórico. "Ouvir Pray For Plagues ao vivo em 2026 parecia um sonho impossível. Acompanho a banda desde a adolescência e ver o Oli abraçando a bandeira do Brasil, descendo para a galera e cantando o que moldou o grupo foi histórico", relatou.
Demorou vinte e dois anos desde a sua fundação em Sheffield para que o Bring Me The Horizon finalmente pisasse no Palco Mundo do Rock in Rio. A espera, contudo, foi compensada na noite deste sábado (5) com um espetáculo visceral de uma hora e meia que fundiu heavy metal, nostalgia visceral, estética de e-sports e uma brasilidade surpreendente.
Praticamente munido de um CPF simbólico, o vocalista Oliver Sykes fez de tudo um pouco: chamou fã caracterizado com a camisa da Seleção Brasileira para dividir os vocais, cometeu o gafe cômico de chamar o Rio de Janeiro de "São Paulo", mandou expressões em português perfeito — e outras completamente aleatórias —, e guiou a multidão por um mapa interativo repleto de ruínas, tumbas, fumaça e sinalizadores.
A experiência começou com um aviso no telão alertando para "cenas de violência explícita e gore", seguido pelo comando "Aperte Start". A partir dali, a abertura com DArkSide, faixa do álbum Post Human: Nex Gen (2024), deu o pontapé inicial em uma partida de videogame em escala humana. Transitando do deathcore ríspido dos anos 2000 ao rock alternativo eletrônico de arena, o quarteto formado por Oli Sykes (voz), Lee Malia (guitarra), Matt Kean (baixo) e Matt Nicholls (bateria) provou o motivo de ser uma das forças mais camaleônicas da música pesada atual.
O fantasma do passado e o acerto de contas com o Deathcore
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a execução de Pray For Plagues, faixa extraída do disco de estreia Count Your Blessings (2006). Por mais de uma década, o grupo renegou o próprio trabalho inicial e varreu a fase deathcore de seus repertórios. Contudo, em julho deste ano, surpreenderam a cena ao lançar Count Your Blessings | Repented, uma regravação que busca recontextualizar o projeto.
O resgate histórico acendeu a Cidade do Rock. Ao som de guitarras ultra-distorcidas, o Palco Mundo testemunhou a convivência harmônica entre os fãs da vertente pop-metal recente e os puristas da primeira era da banda.
Exclusivo no Backstage: A palavra dos integrantes após o show
Nos bastidores do Palco Mundo, logo após deixarem o camarim sob aplausos da equipe técnica, os membros da banda conversaram com a nossa reportagem sobre a recepção da plateia carioca e o gafe geográfico do vocalista.
A gafe de Oli e o carinho pelo país: Sorrindo e ainda recompondo o fôlego, o guitarrista Lee Malia brincou sobre a confusão de Sykes, que tem casa no interior paulista. "O Oli passa tanto tempo em Taubaté com a família que o cérebro dele simplesmente entra no piloto automático quando ouve português. Ele percebeu o erro no mesmo segundo e ficou morrendo de vergonha, mas o público do Rio absorveu com um humor incrível. Tocar aqui no Rock in Rio sempre foi um objetivo de vida para nós, e ver essa multidão pulando em sinergia foi algo que nunca vamos esquecer", declarou o músico.
O resgate de Pray For Plagues: O baterista Matt Nicholls comentou sobre a decisão de incluir faixas do álbum de estreia no setlist do festival. "Durante anos, nos sentimos distantes daquele som do início. Era pesado demais, imaturo de certa forma. Mas quando lançamos o Repented este ano, percebemos que aquela fúria ainda nos pertence. Trazer Pray For Plagues para um Palco Mundo lotado no Brasil foi a prova definitiva de que fizemos as pazes com o nosso passado", explicou o baterista.
Do Bate-Cabeça à Emoção: A reação dos fãs após a batalha
Na saída da pista, entre capas de chuva rasgadas, camisetas encharcadas de suor e olhos marejados, os fãs celebravam o impacto do show.
Revolução dos mosh pits: "Na hora em que o Oli pediu 'não me decepcione Brasil', a pista virou o caos mais bonito que já vi no Rock in Rio. Não importou se ele disse São Paulo ou Rio, ele tem passe livre. O BMTH entregou um show que parecia um festival próprio", comemorou o universitário carioca Gabriel Fontes, de 23 anos.
Surpresa com o clássico: Para a ilustradora paulista Beatriz Alencar, de 27 anos, que viajou ao Rio para a apresentação, o destaque foi o resgate histórico. "Ouvir Pray For Plagues ao vivo em 2026 parecia um sonho impossível. Acompanho a banda desde a adolescência e ver o Oli abraçando a bandeira do Brasil, descendo para a galera e cantando o que moldou o grupo foi histórico", relatou.
Estrutura Visual e Arcos do Espectáculo
Abaixo, a divisão conceitual da performance do Bring Me The Horizon no Palco Mundo:
| Fase do "Jogo" | Sonoridade & Estética | Faixas Emblemáticas | Reação da Arena |
| Level 1: Start & Caos | Metalcore Eletrônico / Estética Cyberpunk | DArkSide, MANTRA, Teardrops | Explosão inicial de luzes e mosh pits instantâneos |
| Level 2: O Fantasma Revisitado | Deathcore visceral / Nostalgico | Pray For Plagues, The House of Wolves | Surpresa do público veterano e catarse coletiva |
| Level 3: Conexão Brasil | Pop-rock de Arena / Interação com a plateia | Antivist, Kingslayer, Can You Feel My Heart | Fã no palco, sinalizadores e coro uníssono |
| Boss Final: Acolhimento | Hinos Emocionais / Descida para o público | Drown, Throne | Oli nos braços da galera e apoteose no Palco Mundo |
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