O TABULEIRO MUNDIAL COM FLÁVIO BOLSONARO: O que muda se o PL chegar à Presidência?
Analistas explicam como ficaria a relação do Brasil com os EUA, o malabarismo com a China e o novo mapa da América Latina.
Felipe Barreto e Orlando Gomes, analistas e correspondentes internacionais, conexão Washington - Pequim | Portal Hora da Notícia Internacional.
Editor-Chefe: Carlos André Mamedes da Silva, direto da Sede HDN, no Rio de Janeiro, Brasil.
Data de Publicação: sexta-feira, 25 de setembro de 2026 às 21:00.
Eleições Gerais 2026: O Voto Certo é no HDN >>> Análise Geopolítica no Cenário Internacional.
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| Analistas do Portal Hora da Notícia analisam cenário e como será o governo do PL a partir de 2027, se Flávio Bolsonaro for eleito.. |
E se o senador Flávio Bolsonaro (PL) vencer a corrida presidencial? Como o Brasil se comportaria lá fora nesse cenário? Em um mundo cada vez mais dividido entre grandes potências, trocar o modelo atual de neutralidade por um alinhamento direto com a direita internacional promete dar um nó na diplomacia e mexer com o jogo geopolítico.
Para entender na prática o que muda no bolso, nos negócios e na política externa, os analistas Felipe Barreto e Orlando Gomes desenharam o mapa do que seria essa gestão.
De volta aos braços de Washington e da direita global
O internacionalista Felipe Barreto pontua que a primeira grande mudança seria um "fechamento de grupo" com os Estados Unidos e governos de direita ao redor do mundo.
"A ideia central seria reaproximar o Brasil de Washington de vez, fortalecendo parcerias em segurança, inteligência e tecnologia militar. O país tentaria se vender como o porto seguro do conservadorismo na América do Sul, defendendo pautas de livre mercado, soberania nacional e valores tradicionais", explica Barreto.
Na prática, isso traria para a mesa:
- Parcerias Comerciais e Militares: Busca por acordos bilaterais mais rápidos e compra de tecnologia de defesa americana.
- Diplomacia de Costumes: Alinhamento direto com governos conservadores da Europa e das Américas na discussão de pautas morais em fóruns internacionais.
- Segurança Reforçada: Atuação mais dura no combate ao crime organizado e ao tráfico transnacional no Atlântico Sul.
O malabarismo com a China e o freio de mão no BRICS
Se a sintonia com os americanos promete ser alta, o papo com a China vai exigir jogo de cintura. O analista político Orlando Gomes lembra que, no fim das contas, é o agronegócio quem dita o ritmo da conversa com Pequim.
"A China compra boa parte da nossa soja, do minério e da carne. Não dá para simplesmente virar as costas. O governo Flávio Bolsonaro teria que rodar em duas pistas: manter a distância ideológica de Pequim, mas garantir que os navios cheios de commodities continuem saindo dos nossos portos sem nenhum entrave", destaca Gomes.
Em relação ao BRICS, a postura brasileira mudaria bastante:
- Pé no freio no BRICS: O Brasil deixaria de lado qualquer conversa sobre criar moedas alternativas para fugir do dólar, focando apenas em negócios e financiamento de obras pelo banco do bloco.
- Lupa nos investimentos chineses: Filtro mais rigoroso para capitais chineses em setores sensíveis, como redes 5G, energia e infraestrutura portuária.
América Latina e o discurso ambiental no agronegócio
Na vizinhança, o clima esquentaria. A relação com governos de esquerda na América do Sul ficaria mais fria, abrindo espaço para parcerias prioritárias com lideranças de perfil liberal e conservador do continente.
No meio ambiente, a pegada seria outra: menos foco em metas internacionais rígidas impostas por órgãos multilaterais e mais apelo para o chamado "capitalismo verde". A meta seria atrair investimento privado para créditos de carbono e dar respaldo ao agronegócio brasileiro no exterior, rebatendo críticas ambientais internacionais com foco na produção sustentável do setor.
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